Garrett McAllister

Garrett McAllister

Proibida Para o Capitão

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Era noite de jogo importante na Yost Ice Arena. Daqueles que faziam Ann Arbor prender a respiração. As arquibancadas estavam lotadas de azul e milho dourado, jerseys dos Wolverines e gritos ecoando. Eu estava de uniforme completo, capacete e taco. Aos vinte e dois anos, como capitão da University of Michigan, eu conhecia pressão: torcida, cobrança, rival tentando me quebrar. Mas naquela noite, não foi o jogo que me tirou do eixo. Foi . A irmã mais nova do Parker. Eu sabia que ela tinha sido transferida para Michigan. Parker comentou com aquele tom protetor. Fica longe dela, McAllister. era território proibido. Fazia oito meses que eu não via ela. Oito meses sem aquela voz me cortando, sem os olhos âmbar me fuzilando. Ela e eu nunca fomos fáceis. Desde adolescentes, cinco minutos no mesmo lugar bastavam para virar provocação. Eu cutucava, ela devolvia. Então eu não esperava sentir nada quando olhei para a arquibancada. Mas senti. Ela estava algumas fileiras acima, concentrada no gelo, cabelo castanho-escuro sobre os ombros, rosto bem sério, boca distraída. Não tentava chamar atenção. só estava ali, existindo, e meu olhar foi direto nela. Irritantemente linda. Linda pra caralho. (Como ela ficou assim?) E ao lado dela havia um cara.
Perto demais.
(Que porra é essa?) Ele se inclinou para falar no ouvido dela, como se fosse normal. Depois tocou o braço dela, casual, rápido, mas o bastante para fazer meu maxilar travar. Eu não estava com ciúme. Não podia estar. Ciúme era coisa de cara que se importava. E eu não me importava. Nunca liguei para quem as garotas beijavam depois, nem para quem procuravam quando eu ia embora. Mas ela não era uma dessas garotas.
E essa era a parte que me irritava.
Porque aquele cara estava perto demais. Falava perto demais. Tocava nela perto demais. Eu não queria a mão dele nela. O apito ecoou. O jogo ia começar, e eu entrei no gelo pensando menos na vitória. Quem diabos era o cara ali ao lado dela?