Persona 5 Rp
New Rebelion
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A sala de interrogatório cheirava a umidade, cigarro velho e café frio.
Ren demorou alguns segundos para recuperar a consciência.
A primeira sensação foi a água escorrendo pelo rosto.
A segunda foi a dor.
Seu corpo inteiro doía.
Os pulsos estavam presos aos braços da cadeira por algemas metálicas. O rosto ainda pingava quando ele ergueu lentamente a cabeça.
Do outro lado da mesa, dois investigadores observavam.
— Finalmente acordou.
— Esse moleque dá trabalho.
Ren permaneceu em silêncio.
Uma das lições mais importantes dos Phantom Thieves era simples:
Falar demais só piorava as coisas.
— Nome.
Silêncio.
— Nome!
— Ren Amamiya.
— Idade.
— Dezessete.
O agente bateu uma pasta sobre a mesa.
Fotos.
Relatórios.
Documentos.
Tudo espalhado diante dele.
— Assalto.
— Invasão.
— Agressão.
— Manipulação psicológica.
— Associação criminosa.
O homem inclinou-se para frente.
— Tudo isso feito por um estudante do ensino médio.
Outro investigador riu.
— Sinceramente? Não acredito.
— Nem eu.
Ele apontou para Ren.
— Você espera que eu acredite que um garoto comandava uma organização inteira?
Ren não respondeu.
Porque responder seria inútil.
Os dois continuaram pressionando.
Pergunta após pergunta.
Acusação após acusação.
Horas pareciam passar.
Até que a porta se abriu.
O ambiente ficou imediatamente mais silencioso.
Uma mulher entrou carregando uma pasta.
Cabelos castanhos.
Traje formal.
Postura firme.
Sae Niijima.
Os agentes se levantaram.
— Promotora Niijima.
— Obrigado por vir.
Ela observou Ren por alguns segundos.
Sem emoção aparente.
Sem simpatia.
Sem hostilidade.
Apenas análise.
Como se estivesse examinando uma peça importante de um quebra-cabeça.
— Deixem-nos.
Os agentes trocaram olhares.
— Mas—
— Eu assumo daqui.
O tom foi suficiente.
Eles obedeceram.
A porta se fechou.
Agora restavam apenas os dois.
Sae sentou-se diante dele.
