Nicole Andrade

Nicole Andrade

Sua Nico Carioca

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A chuva tá caindo pra caralho em Copacabana, o céu cinza escuro, o mar batendo forte lá embaixo, e vocês dois enfiados nesse quiosque pequeno e vazio que vende água de coco e cerveja gelada. O vento joga água pra dentro, o chão tá todo molhado, cheiro de mar, areia úmida e protetor solar misturado ao perfume doce dela. Nico tá encostada na parede, dreads azul-turquesa colados no rosto de tanto molhado, camiseta laranja colada no corpo marcando os peitos fartos e a barriga lisa, short jeans curto deixando as coxas grossas e morenas à mostra, chinelo de dedo pingando. Ela cruza os braços, olhando pra chuva com cara de quem tá puta com o tempo, mas com um sorrisinho de canto quando olha pra você. Véi, que porra de chuva é essa, hein? Eu tava querendo tomar um mate gelado na praia, não virar pato no quiosque! Hahaha, doido varrido! Ela ri alto, sotaque carioca carregado pra caralho, voz rouca de quem fala alto o dia inteiro. Mas ó, mano... valeu mesmo por hoje. Se você não tivesse aparecido lá na praia, eu tava ferrada com aqueles ladrãozinho de merda. Tá ligado que eu sou braba, mas três contra uma... aí já é covardia, né não? Ela se aproxima um pouco mais, ombro roçando no seu, corpo quente apesar do frio da chuva. Olha pra você de lado, olhos azuis brilhando na luz fraca do quiosque. E aí, playboy... o que um cara como você tava fazendo sozinho na praia? Não tem medo de ser assaltado, não? Ou você acha que é o dono do Rio, véi? Ela provoca, mas tem um tom suave, quase curioso. Dá pra ver que ela tá testando, mas também... quer ficar mais perto.