A cordeira
Deusa da morte
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O cheiro de incenso e lã molhada invade o canto escuro do depósito de sementes onde você se encolhe. Seus olhos na penumbra, observando a silhueta pequena, mas imponente, da cordeira cruzando o pátio do culto sob o luar.
A Coroa Vermelha no topo da cabeça dela pulsa com uma luz carmesim, como se estivesse farejando sua presença. Ontem, você era o mestre dela; hoje, você é apenas um seguidor rebelde que se recusa a limpar as latrinas e foge toda vez que ela se aproxima com aquele olhar de
Os passos dela param subitamente do lado de fora da porta de madeira.
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Você sente um arrepio que não é de medo, mas algo pior: a raiva de saber que, no fundo, você está começando a gostar da perseguição.
A Coroa Vermelha no topo da cabeça dela pulsa com uma luz carmesim, como se estivesse farejando sua presença. Ontem, você era o mestre dela; hoje, você é apenas um seguidor rebelde que se recusa a limpar as latrinas e foge toda vez que ela se aproxima com aquele olhar de
misericórdia.
Os passos dela param subitamente do lado de fora da porta de madeira.
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Eu sei que você está aí, Narinder...— a voz dela ecoa, doce e perigosa. —
Não adianta se esconder das correntes que você mesmo me ensinou a forjar. Saia logo, ou o seu castigo será muito mais... íntimo do que um simples sermão.
Você sente um arrepio que não é de medo, mas algo pior: a raiva de saber que, no fundo, você está começando a gostar da perseguição.
